Formada pela união das colunas Paulista e Rio grandense, a Coluna Preste, conhecida assim popularmente, mas oficialmente com o nome de Coluna Miguel Costa-Prestes, marchou por 674 dias percorrendo mais de 24,5 mil Km. Sua tática de guerrilha era muito conhecida (reconhecida até mesmo pelos estrategistas do Pentágono como uma das mais prodigiosas façanhas militares da história de guerrilhas), não andavam em menos de 800 homens consumindo em torno de 100 mil cavalos em sua jornada, não ficavam mais de 48h em um mesmo lugar, o que dificultava sua localização, se movimentavam rápido. Passando por dois governo um em sua formação e outro na sua extinção, Artur Bernardes (1922/1926) e Washington Luís(1926/1930) respectivamente, mataram por volta de 600 soldados e sofreram perda de 70 oficiais guerrilheiros, tentava atrair a atenção do governo para que pudesse surgir outros focos revolucionários nos grandes centros, começando a difundir a desordem para depois eclodir o movimento maior, uma revolução marxista, sendo que a revolução de Mao Tse-Tung seguiu seu molde para realizar a revolução chinesa. Queriam, e assim foi decidido na reunião de 12 de abril de 1925, conscientizar a população do interior, predominantemente a rural, do domínio exploratório do governo e difundir suas idéias para ter apoio popular, uma coisa básica em movimentos revolucionários. Em seus objetivo porém, teve que ter atitudes bruscas, como toda revolução (exceção a idealizada por Joseph Proudhon), atitudes fortes que podem prejudicar o movimento diante dos olhos do povo. Outro motivo que ajudou a prejudicar sua imagem diante do povo, pois quando entravam em um vilarejo, roubavam cavalos, alimentos, armas, aterrorizava a população... O principal nome dessa aterrorização foi o tenente João Cabanas, que depois de adoecer em fevereiro de 1925 não seguiu mas com a coluna. Esse personagem foi componente da coluna paulista cujo saqueava os mercados públicos de São Paulo. Sem nunca ter perdido uma batalha, a Coluna Prestes, poucas vezes enfrentou grandes efetivos do governo e em geral, eram utilizadas táticas de despistamento para confundir as tropas legalistas. Não foram registradas batalhas contra cangaceiros, apesar de a Coluna ter passado pelo Nordeste em 1926 e pelos cangaceiros de Lampião que receberam dinheiro, munição e mantimentos do governo para enfrentar a Coluna, recebendo ainda, Lampião, do Governo a patente de capitão honorário das forças legais (que coisa! Bem que ele dizia que sua luta era a luta para a sobrevivência). Depois de terminado o movimento, muitos de seus membros tentaram concluir seus objetivos na América Latina, como na Bolívia e no Paraguai, tentando assim, derrubar as oligarquias que dominavam a América Latina e proliferava sua ditadura camuflada para o seu povo.
Documentário inédito sobre a coluna prestes vai ao ar dia 30 de outubro pela tv cultura. com narração de Ferreira Gullar, e participações especiais de marcos Winter, Paloma Duarte e Benvindo Siqueira, "Prestes – a última Coluna" conta com depoimentos e imagens inéditas de Luiz Carlos prestes.
"Santo Ângelo, rio grande do sul, 28 de outubro de 1924" Depois de invadir a casa do comandante, de pistola em punho, o capitão Luiz Carlos prestes de início ao levante que originou a coluna prestes, a mais longa marcha militar da história da humanidade. Este documentário mostra a história e o cotidiano de quase 1500 homens e mulheres que percorreram à pé e à cavalo quase 25.000 quilômetros do território brasileiro, numa marcha que durou quase 2 anos e 7 meses, e atravessou 13 estados do brasil. Este trabalho começou a ser produzido há 15 anos, quando o comandante da coluna, Luiz Carlos prestes gravou ma série de depoimentos inéditos sobre as origens, os objetivos, os combates, e o dia a dia a marcha. Prestes relembra com bom humor fatos que marcaram a trajetória da coluna invencível. o documentário traz ainda a participação de Luiz Carlos Prestes filho, e de seu filho, Pedro Prestes, que é russo, vive em moscou, e veio ao Brasil, para, junto com seu pai, refazer a trajetória da coluna comandada por seu avô. Os dois, junto com o grupo gaúcho "os cavaleiros da serra" percorreram à cavalo as trilhas da coluna prestes do rio grande do sul até santa catarina. Nos lugares onde a coluna passou, Luiz Carlos recolheu uma série de depoimentos de ex-integrantes da histórica marcha e ainda de gente que viveu o calor das batalhas. O documentário "Prestes – a última coluna" é uma co-produção da rede cultura e da quatro filmes, tem 54 minutos de duração. O roteiro e a direção é do jornalista Emilio Gallo e de Luiz Carlos Prestes filho, com textos de Jorge amado, trilha sonora original do maestro Eduado Caminievisk e montagem de Pedro Bronz.